quinta-feira, 15 de outubro de 2015
domingo, 4 de outubro de 2015
quinta-feira, 17 de setembro de 2015
Nódoas
Está ali muito direita a falar sobre coisas. Gesticula. Traz uma blusa com rendas. Perfeição para cá, perfeição para lá! - não podemos vacilar, tem de ser tudo perfeito! Usa palavras fortes e que lhe enchem a boca. Eu estou muito perto, a olhar. Quero ouvir com toda a atenção, tomar o sentido daquelas palavras tão importantes, mas em vez disso a minha atenção desvia-se para as nódoas amarelas da blusa rendada que já foi só branca.
terça-feira, 1 de setembro de 2015
Poesia e Ciência
Para saberes verdadeiramente se é de Poesia que se trata, terás de o submeter ao crivo da Ciência. Na Poesia a Ciência não toca. Nada pode contra o sublime. Agora se for engodo, a Ciência humilha, esfrangalha, esvazia, maltrata... mas ao menos ficas a saber o que tens e o que te sobra.
Foi o que fez Newton com o Arco Iris, queixou-se Keats, quando o reduziu ao efeito da luz num prisma, destruindo toda a sua poesia.
sexta-feira, 21 de agosto de 2015
quinta-feira, 20 de agosto de 2015
É brisa, é carrossel!
Ele, não exactamente com estas palavras, chamava-lhe a loucura de um carrossel de Verão.
- É a vertigem de uma volta sem freio, não caias, não te agarres a mim. Não digas que não te avisei.
O carrossel passou muitas vezes, mas ninguém consegue dizer ao certo quantas e quantas voltas ficaram por dar.
Se era brisa, se era carrossel...
Se era brisa, se era carrossel...
era brisa e era carrossel...
quinta-feira, 13 de agosto de 2015
quarta-feira, 12 de agosto de 2015
imagem estival
Sim, corri com umas das fotos dali para fora. Estava a prejudicar a harmonia. Não tinha um conceito próprio, nem uma estória, um minúsculo mistério, Nada!
Entendi logo que se tratava de uma daquelas imagens mais do mesmo, como tantas outras imagens estivais que já vi o ano passado, e o outro e o outro, mas não resisti a capturá-la e sujei-me o olhar. Engordurei-o com aquilo.
Capturei-a e ela ali ficou, singela, no meio das outras. A mesma beleza nauseabunda, de sempre! Expulsei-a.
Não tenho nada contra as imagens estivais,
longe disso.
Entendi logo que se tratava de uma daquelas imagens mais do mesmo, como tantas outras imagens estivais que já vi o ano passado, e o outro e o outro, mas não resisti a capturá-la e sujei-me o olhar. Engordurei-o com aquilo.
Capturei-a e ela ali ficou, singela, no meio das outras. A mesma beleza nauseabunda, de sempre! Expulsei-a.
Não tenho nada contra as imagens estivais,
longe disso.
terça-feira, 11 de agosto de 2015
a mando
Foi a mando que usou a Glock pela primeira vez .
A mando e nunca mais parou.
Amando?
A mando d´ele.
A mando e nunca mais parou.
Amando?
A mando d´ele.
sexta-feira, 7 de agosto de 2015
Pobre chien!
Era um cão que andava a aprender a língua francesa. Aulas particulares ao final da tarde, quando a canícula amainava e o bicho já pouco assanhava.
Estava mortinho por se ouvir com sotaque, mas notava poucos progressos e demasiado esforço físico.
- Recolha a língua, ordenava-lhe Mme Dujardin, pela centésima vez. - O seu problema é língua em demasia! Francês não é para linguarudos.
- Recolha a língua, ordenava-lhe Mme Dujardin, pela centésima vez. - O seu problema é língua em demasia! Francês não é para linguarudos.
domingo, 2 de agosto de 2015
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