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quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Título

natureza morta com diospiro
Não como pão sem sal...
(Mas sei que há quem coma. Até por precaução e receio de acidentes cardiovasculares)

O Outono é curioso, mas ainda estou à espera da chegada dos diospiros.
Atenção aos diospiros quase maduros,
têm um cheiro excessivamente delicado. Quase nada.

Prefiro cheiros tóxicos,
no início.

É uma cor linda, a dos diospíros, mas por estranho que pareça considero o verde a cor mais inusitada que existe. Dependendo da tonalidade, tanto pode ser enfadonho, como sedutor e muito luxuriante, até. Mas nunca vulgar.
O meu preferido é o verde corpulento das folhas de japoneira, quando brilham à luz das manhãs geladas de Inverno.

Não é nada fácil vestir verde.
Não é nada fácil comer um diospiro.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

pinga-amor!

Romeu Sem-Elles, 38, ao Diário de Cuiabá: «Toda a vida fui um pinga-amor e isso prejudicou-me deveras. É uma doença corrosiva, que me impede de seguir um percurso normal e me atira, há anos a fio, para desgastantes sessões de análise.Lutar contra a condição de pinga-amor tem sido a grande batalha da minha existência».

- Desassombrado, este Sem-Elles, não? Isto é praticamente uma lição de vida! Quantos pinga-amor sairão do armário depois de ler isto?

- É! Certos apelidos não condizem mesmo nada com quem os carrega. Por outro lado…, o que explica que esta criatura tenha decidido ir viver para os trópicos?