terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Saber não dizer

Ele sabe bem como dizer as coisas, já a Maria Luísa sabe melhor do que ninguém como não as dizer.
Sabe muito bem não dizer as coisas.
Haverá quem saiba tão bem não dizer as coisas, como a Maria Luísa? Sabe não dizê-las sem esforço e em diversas línguas, vivas e mortas.

domingo, 8 de janeiro de 2012

A mania de procurar o coração das coisas

 Não é fácil dar com o coração das coisas, mesmo para quem já leva muita experiência nisto. Posso dizer que o coração do nosso Inverno está em Janeiro, o da Vi bate nas suas mãos é um coração que vive entre os dedos e a palma das mãos, mas demorei muito tempo a dar com o meu e perco-o de vista a toda a hora. O coração pode bater fora do corpo que habita e isso não é necessariamente mau. Só é preciso que não nos afastemos muito.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

domingo, 13 de novembro de 2011

Fingir de estúpido também é estúpido

É um homem estúpido, uma grande besta. Bem sei que se trata de um filme, mas ainda assim é estúpido. Uma besta.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Hoje e antes de ontem.

O melhor jornal é o de anteontem, lido dois dias depois. Ainda não é passado, já não é presente.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

'Númaro', Ação !!

 A Manela é contra o Acordo Ortográfico. Considera-o uma grosseria, uma descaracterização "das palavras à portuguesa", como ela gosta de dizer. Eu nada digo, mas compreendo-a, pois alterar a ortografia não é nada simples, nem ligeiro. Particularmente, para os que sempre zelaram pelo 'português' à portuguesa, como a Manela, que sempre  disse 'númaro', em vez de número, e agora vai ter de escrever ação!

domingo, 4 de setembro de 2011

O paraíso

Depois de ter acabado de ler "Cruising Paradise", do Shepard, dei comigo a ler "El Paraíso en la Outra Esquina", do Vargas Llosa, sobre as vidas aventureiras e nada tranquilas de Paul Gaugin e da sua avó, Flora. As personagens de Shepard andam pela América, mesmo a América. Lá para dentro, para o sul castigador, que é  imenso e está cheio de ar para respirar. É uma travessia pelo paraíso, para todos e para os 'agentes do mal', que os há e muitos.
Já no livro do peruano, o paraíso dificilmente sai do título. A não ser nos raros momentos em que Koke se liberta do homem civilizado...

Calharam-me estes dois, um atrás do outro. E é isso que tem a sua graça, porque eu não sou de escolher livros com 'paraíso' no título. E não é comum isto acontecer: a mim ou seja a quem for. Calharam-me e isso é uma coincidência. Um desconcerto, até.

Estava a atravessar a Sidónio Pais, em direcção às sombras das árvores maravilhosas que moram no alto do Parque Eduardo VII, quando dei pela repetição das palavras nos títulos dos dois livros. Já depois de os ter lido!
O que também não deixa de ser curioso logo ali, à entrada dos meus quinze minutos diários de paraíso.   

segunda-feira, 18 de abril de 2011

É um caracol

A mais linda e convincente e ternurenta definição de impressão digital, é a do José: -"É um caracolinho que temos no dedo. Os caracóis parecem todos iguais, mas não são"!

quinta-feira, 7 de abril de 2011

amor-dos-homens

Acabei de descobrir que esta singela planta também se chama "amor-dos-homens".

quem quiser também pode dizer "amargosa" , ou "dente-de-leão"

quinta-feira, 24 de março de 2011

vida dupla

 
Anota na agenda, vai fazer. Mais atroz, ainda: pensa, lima as ideias, passa para a agenda, vai fazer. Volta à agenda e risca, já está feito.  Ai que me esqueci de apontar na agenda, volta à agenda, alinhava as tarefas, vai fazer.... Amanhã há mais...

Mas que raio de vida dupla é esta?   E que perda de tempo e duplicação de tarefas! Quantas horas são despendidas , por esse mundo civilizado, diariamente,  a apontar na agenda aquilo que se vai fazer e dizer de seguida?  (ou nem uma coisa nem outra, que ainda é mais grave)?

desvia-te

Se há só uma direcção, porque há tantas direcções?
Quantas direcções serão as que não têm direcção?

sexta-feira, 18 de março de 2011

Verbo II

Um verbo para dizer nada!
Se possível, e sem querer aborrecer muito, um outro para fazer nada!
Dava jeito e poupa palavras.