domingo, 14 de outubro de 2012
sábado, 13 de outubro de 2012
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
domingo, 23 de setembro de 2012
Azul montanha
Comecei mesmo agora a ver o outro lado da montanha. Não é azul, antes azulado como o resto das montanhas. Faz muito frio e faz-me falta um casaco quente. Os do meu armário não não suficientes para descer esta montanha. Falta-me um que se mostre capaz disto.
Era o que faltava ficar-me na descida.
Era o que faltava ficar-me na descida.
terça-feira, 11 de setembro de 2012
Abastecer
Um destes dias hei-de contar sobre o armário dos livros encarcerados: " quando muito admitiam que um livro repousa-se sobre os joelhos, ou sobre a mesinha, o que já era suficiente para que as pessoas se sentissem abastecidas com o necessário. "
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
Segunda-feira
Às segundas vou mudar o mundo, ou dar cabo dele.
Tende paciência com as segundas, porque estão grávidas, têm os seus caprichos e enjoos. E estar todas as semanas a engravidar não é para quem quer!
Tende paciência com as segundas, porque estão grávidas, têm os seus caprichos e enjoos. E estar todas as semanas a engravidar não é para quem quer!
terça-feira, 4 de setembro de 2012
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
São pipocas
Por vezes quero dizer coisas e em vez disso saltam-me pipocas. Explodem na língua e saltam.
São pipocas, Senhores! São pipocas!
São pipocas, Senhores! São pipocas!
domingo, 19 de agosto de 2012
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
É um fato, quer dizer, facto!
certos livros só os consigo ler enquanto faço o pino. Vou passando as páginas com a ajuda do sopro, ou da língua, o que é uma porcaria bem sei, mas tenho as duas mãos ocupadas. Certos livros só com o cérebro deveras oxigenado.
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
Brevidade
Lorenz pratica com afinco a modalidade de breves silêncios. Antes fosse a de longas ausências!
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
as estações só existem fora de casa
Com esta idade, ainda não sei dizer qual a estação do ano de que mais gosto. Isto pode dizer muito de uma pessoa. Gosto das quatro como as conheço. São belas e à sua maneira todas conseguem ser insuportáveis. Não há ninguém que maldiga das chuvas de verão. Sabem tão bem. Há tempos ouvi maltratar a primavera, porque lhe despenteava os cabelos e pingava quando não se está à espera...
O outono é doce, é a estação da marmelada e da geleia de marmelo, mas às vezes isso enjoa. Gosto da secura do verão, é difícil o verão e isso cheira bem, mas não imagino ninguém a escrever poesia ou filosofia no verão. Como são deliciosas as sombras do verão. O inverno sabe muito bem em duas ou três situações: logo no início e quando se está fora dele, ou o vemos passar à janela. Gosto da expressão 'os rigores do inverno' e parecendo o contrário, é uma estação muito calorosa. Custa-me um bocadinho grafá-la sem maiúscula, é a que mais me custa.
Lembro-me de ir para a faculdade de gola alta e casaco e agora há ar condicionado em todo o lado.Quem se atreve a usar gola alta, fora das estepes da Mongólia?
A verdade é que as estações quase só existem na rua. Vivem pelas ruas, sem abrigo, que é como deve ser, mas é uma perda não as deixarmos entrar pela casa, nem nas casas por onde andamos, nem nos carros ou nos transportes. Ficam à porta. Saímos da rua e mudamos para um ambiente que não é nada, porque não é o morno ou o fresco que fazem as estações. A temperatura é apenas o mote. Entra, verão, entra! Bebes alguma coisa? Quero que te sintas em tua casa!
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