quinta-feira, 7 de abril de 2011

amor-dos-homens

Acabei de descobrir que esta singela planta também se chama "amor-dos-homens".

quem quiser também pode dizer "amargosa" , ou "dente-de-leão"

quinta-feira, 24 de março de 2011

vida dupla

 
Anota na agenda, vai fazer. Mais atroz, ainda: pensa, lima as ideias, passa para a agenda, vai fazer. Volta à agenda e risca, já está feito.  Ai que me esqueci de apontar na agenda, volta à agenda, alinhava as tarefas, vai fazer.... Amanhã há mais...

Mas que raio de vida dupla é esta?   E que perda de tempo e duplicação de tarefas! Quantas horas são despendidas , por esse mundo civilizado, diariamente,  a apontar na agenda aquilo que se vai fazer e dizer de seguida?  (ou nem uma coisa nem outra, que ainda é mais grave)?

desvia-te

Se há só uma direcção, porque há tantas direcções?
Quantas direcções serão as que não têm direcção?

sexta-feira, 18 de março de 2011

Verbo II

Um verbo para dizer nada!
Se possível, e sem querer aborrecer muito, um outro para fazer nada!
Dava jeito e poupa palavras.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Ideias verdadeiramente úteis para o dia dos namorados

No dia dos namorados esqueça os ipads e ofereça-lhe livros. Manter a mente a carburar, é bom, mas se o pudermos fazer com uma mão livre, tanto melhor. 
Parecendo que não, isto tem a sua importância.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

the first of its kind

Uma das capas que James Morrison  utilizou para a reedição de Frederic Brown (1906/1962)

há um punhal, uma pistola e uma metralhadora. há jogo, homens que vestem fato e uma mulher ruiva num vestido vermelho (não há loiras). há prisão e enforcamento, luta corpo a corpo, vidros partidos e cigarros. há ganância, parece-me. há mortes. há vida. fora isso, é o normal, do dia a dia.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Alexandre e eu

Não sei se terá sido do que lhe disse nessa noite. Corria até um vento fresco no pátio do  palácio de Khshayārsha, mas Persepólis amanheceu a arder. 

Vocações

Sorveu o ar gelado que vinha das margens do Mt'k'vari , naquele Março de 1900. Cinco anos no Seminário Teológico de Tíflis mostraram a Iossif Dzhugashvili que, afinal, não tinha vocação para padre.