sexta-feira, 19 de março de 2010

Lauro e Aniz

O teu cabelo, Aniz, é um poema!

-Provoca-me de tão desalinhado e vivo,
chega a ser insolente

Não é isso, um poema?

Ainda não chegaste e já ele aqui está, a fazer-se notar e a fingir que não.
Selvagem,
como se fosse de ninguém

O teu cabelo Aniz, é mas é um problema!

segunda-feira, 15 de março de 2010

Pureza e Maria da Graça

Sempre respirou com dificuldade. Um ar pesado e espesso que entra e sai, empurrado. Não chega a ser um som, mas vai e vem em crescendo e é um exército de martelos no cérebro de quem a ouve. Cinco, dez minutos que sejam ao seu lado e já só existe aquilo. A batalha da Pureza com o ar. Que todos ouvem, mas ela desconhece.


Curiosamente, não é a única. De todas a mais próxima, Maria da Graça diz que nunca deu por nada!

quarta-feira, 10 de março de 2010

i bet you think this song is about you, don´t you?

Devia ser a Carly Simon, mas também gosto desta versão

Fauna

Há coisas que me são difíceis de entender: o que leva certas pessoas a cortar as unhas durante a viagem de combóio?  Acontece muito nas linhas suburbanas (a que eu uso). Quase todos os dias, praticamente. Ouve-se um barulho seco, da lâmina a pressionar a queratina,  ora mais forte, ora mais fraco. Parece mesmo o revisor a 'picar' os bilhetes.
O que leva alguém a sair de casa com um corta-unhas? a usá-lo no combóio? assim, à frente de toda a gente... Porque não na estação, enquanto aguarda? nos minutos mortos que restam do intervalo do almoço? em casa???
Hei-de arranjar coragem para meter conversa com um cidadão ( geralmente homens) que corta as unhas no combóio. Suspeito seriamente que haja um motivo. Talvez um desabafo. Um ritual de alivio! Quem sabe?
Tenho é de ter cuidado para não ser atingida na vista!

terça-feira, 9 de março de 2010

Vaidade e paciência qb


 Só não posso é lavar a loiça. Oh, logo hoje que me apetece tanto!!!

Sim, volto!

Caótica, desagradável, frenética, barulhenta, industrial, desordenada, difícil, marítima, misteriosa, sem conversa, usada, carne e peixe.  É assim Casablanca!  E isto pode ser um inferno, mas também um fascínio.
É muito difícil uma cidade ser totalmente desprezível. A não ser as deslumbrantes e mesmo essas... 
Nesta, não se sente régua nem esquadro, mas camadas sobre camadas. Gente que entra e sai e os despojos desse trânsito.
Casablanca não é bonita, isso não, mas... e daí?
-Claro que volto!

segunda-feira, 8 de março de 2010

Viagem

Disse-lhe Jacques de Chabannes, Senhor de La Palisse : à partida, há sempre uma chegada!

domingo, 7 de março de 2010

sábado, 6 de março de 2010

Hey 'Dude' !


É bem provável que este ano o 'subvalorizado' e especialíssimo Jeff Bridges saia do Kodak Theatre acompanhado pela estatueta dourada. Se vier a acontecer, Jeff passará a ser falado e lembrado pelo papel do anti-herói Bad Blake que interpreta em "Crazy Heart", o que não deixa de ser uma injustiça e, de certa forma, também uma inverdade. Como esquecer Jeff em «O Grande Lebowsky"? Ou em “Texasville”? Ou antes, mesmo muito antes, na pele do febril Duane Jackson, enamorado da lindíssima e muito talentosa Sybill Shepard, em "The Last Picture Show", de Peter Bogdanovitch?
Estes prémios revelam grandes injustiças. Por vezes, também para quem os recebe!